Mestres da memória

Salvador, às vezes nem percebe, mas respira arte herdada da África. São composições vindas diretamente desta fonte – afinal a cidade foi o maior porto dos povos africanos escravizados no Brasil. Tem também a eternizada no trabalho de artistas que se inspiram nas características próprias desta cultura como cores e formas. A beleza que pode ser contemplada em museus, praças ou mercados como o Modelo é resultado de uma história de resistência, afinal a referência sobreviveu a partir da memória. Imagine, por exemplo, alguém que era arrancado abruptamente do que lhe dava localização no mundo – língua, família e nacionalidade – para ser obrigado a trabalhar de forma escrava em uma terra estranha. Foram estes povos aqui chamados de angolas, congos, cabindas, jeje, ijexá, ashantis, nagôs e tantos outros nomes que deixaram... [ler mais]                    

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