Médico faz reflexão sobre o assunto para o jornal "New York Times". Benjamin Brody* Do 'New York Times' "Alguma coisa mudou, desde que os tratamentos começaram?", pergunto ao paciente – ele deitado em uma maca na UTI. O anestesiologista coloca uma linha IV em seu braço e checa seus sinais vitais. Meu chefe psiquiatra ajusta a máquina que fornece os estímulos eletrônicos. Sou residente de psiquiatria, e essa é minha prática de terapia eletroconvulsiva. Estou aqui para observar e aprender. "Meu celular sempre tem bateria cheia", responde o paciente, sem muita emoção. Se ele fosse um amigo ou colega, com certeza eu iria rir. Mas ele é um paciente que eu mal conheço. O paciente tem transtorno bipolar, uma tentativa anterior de suicídio e um histórico de comportamento bizarro e impulsivo. Nesse contexto, a piadinha dele parece...
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