Acordo em Bagdá

Aprovado pela quase unanimidade do gabinete iraquiano, o acordo de segurança com os Estados Unidos, prevendo a retirada total dos 150 mil soldados das tropas de ocupação até o final de 2011 e estabelecendo limites à sua atuação já a partir de 2009, levou quase um ano sendo negociado, contém não poucos pontos obscuros e enfrenta uma peculiar aliança de extremistas xiitas e facções sunitas no Parlamento de Bagdá, que em princípio deve votar o texto na próxima semana. Mas não deixa de ser um passo adiante, embora em solo pantanoso, na busca de uma saída para o que se revelou a mais calamitosa decisão de política externa da história recente dos EUA - a invasão dos domínios do então ditador Saddam Hussein, em março de 2003. O pacto interessa ao governo do primeiro-ministro xiita Nuri Kamal Al-Maliki e aos seus aliados curdos, na... [ler mais]                    

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