Por Carlos Marchi, no Estadão: O juiz espanhol Baltazar Garzón, que se notabilizou por emitir mandados de prisão contra ditadores latino-americanos, afirmou ontem, numa palestra em São Paulo, não acreditar que o sistema democrático se quebre por causa da investigação de crimes de tortura. Defendeu que a ocultação de cadáveres de ex-militantes de esquerda é um crime continuado, fazendo coro com o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, que falou sobre as "duas últimas e tensas semanas" e cobrou que o Brasil revele o passado e faça uma reconciliação sem preconceitos. Garzón disse que as pessoas torturadas viram seu sofrimento continuar quando os torturadores não foram punidos e, mais ainda, quando o seu país se declara incapaz de promover investigações que produzam resultados contra os torturadores. Ele...
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